1. Diversão
Sim, nós sabemos que o xadrez é uma ferramenta pedagógica poderosa.
Está provado cientificamente e por experiências ao redor do mundo que o jogo tem potencial para beneficiar o praticante em aspectos como memória, concentração, raciocínio analítico e sintético, poder de decisão, autocontrole, paciência, imaginação, criatividadade, aprendizagem de línguas estrangeiras, metodização dos estudos etc.
Mas, sinto muito, a criança não quer saber de nada disso. Ela quer se divertir.
Lembra: benefício é pra adulto. Eu não teria continuado a jogar pra melhorar minhas notas em matemática, por exemplo.
Sugestões de brincadeiras:
- Xadrez humano
- Jogo do tato: com uma venda nos olhos, a criança precisa descobrir que peça está pegando
- Usar bonecos como peças
- Baralho do xadrez: a carta sorteada representa a peça a ser jogada (se não puder jogar, passa a vez)
2. Uso da tecnologia
As crianças são nativas digitais. Não concordo em querer retira-las desse ambiente.
Obviamente, é preciso cuidar do tempo de tela e da qualidade do que é consumido.
Mas não parece uma boa ideia brincar de xadrez no tablet? A mim, sim, parece.
Para isso, há diversas opões de aplicativos. Podemos citar:
- Chess
- ChessKid
- ChessMatec
- Pocket Chess
3. Bota pra jogar
Imagina uma criança que entra numa escola de música e precisa aprender teoria musical antes de ter a chance de brincar com o instrumento: são grandes as chances de ela desistir.
Assim é no xadrez. Tá lembrando que a criança quer brincar, né?
Mas e se tiver difícil jogar com todas as peças? Daí vamos usar os mini games, jogar com menos peças. Exemplos:
- Jogo dos Reis (quem atravessar o tabuleiro ganha)
- Bispo x 3 peões (quem tem o bispo precisa capturar os peões. Quem tem os peões precisa promover ou capturar o bispo).
- Torre x 4 peões (quem tem a torre precisa capturar os peões. Quem está com os peões precisa promover ou capturar a torre)
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